Ano novo, fase nova

Hallo!

Depois de um ano fadigado pela escola, só tenho a agradecer por já ser dia 31 de dezembro – além de estar muitíssimo feliz por ter conseguido manter minha promessa e alcançado meu objetivo: passei o ano todo sem contato com a internet que não fosse para checar o grupo da turma, e agora já posso dizer adeus ao termo “vestibulanda” e dar oi ao “caloura”!

Pois é, quem diria. Carolina agora é caloura do curso de direito da PUC. Reviravolta total! Não que eu tenha desistido da moda, longe disso. Mas, conversando muito com meus pais, preferi um curso mais concreto, que me dará uma boa base para conseguir crescer.

Enfim. Passei aqui apenas para desejar tudo de bom  a todos, que esse ano que chega traga felicidade e que nossos sonhos, não sejam apenas sonhos e eu me esqueci de tudo de bonitinho que iria escrever, mas acho que não tem problema, porque ouvimos a mesma coisa de mil pessoas diferentes todo ano quando o soam as doze badaladas… Que as pessoas passem a ter semancol e percebam que o mundo só muda se a gente muda.

 

Xxx- Carol

Anúncios

Enxergar o óbvio não é tão fácil assim

Hallo!

Eu sei que faz muito tempo que não apareço por aqui, mas acreditem: é por uma boa causa (por mais que me doa o coração ficar longe daquilo que eu mais amo, por tanto tempo – moda e comunicação).

Durante toda a minha vasta existência nesses 17 anos de vida, eu sempre tive uma única certeza: a de que eu iria cursar moda. Porém, agora que o ano do vestibular chegou, comecei a não ter tanta certeza disso mais – não por não gostar tanto de moda quanto antes (até porque moda é a minha vida, o que eu respiro, a única coisa que eu realmente sei falar sobre, com convicção), mas, por medo. Medo de chegar ao fim do curso e não saber qual área seguir, medo de não conseguir um emprego e não puder me sustentar, medo do quão cruel esse mundo pode ser, e, principalmente, medo de não ser boa o bastante.

Por causa de todos esses medos, comecei a pesquisar sobre outros cursos… Pensei em cursar arquitetura, uma vez que eu amo a parte relacionada a história do curso. Pensei em cursar direito, porque possui opções de emprego bem-remuneradas e, após ganhar alguma experiência, poderia fazer Itamaraty. Pensei em cursar jornalismo, pelo glamour da tela de televisão, e porque sei/gosto de me comunicar bem com os outros. Pensei até em administração, pois parece ser mais fácil conseguir um bom emprego. Tive também a época de psicologia, hotelaria e produção de eventos.

Nunca me senti tão confusa. Eu pensava nos cursos pela remuneração envolvida, mas nunca consegui me enxergar atuando em nenhuma das áreas citadas acima. Simplesmente porque não me encaixo em nenhuma delas! Aquilo não sou eu. Não é “a Carolina”. Eu seria, além de infeliz, mal-sucedida por não estar fazendo aquilo que realmente gostava.

Mas não pense que foi fácil colocar os medos de lado e enxergar o óbvio, porque não foi. Eu passei noites em claro pensando sobre isso e chorando desesperada porque o vestibular já está aí. Meus pais e amigos são verdadeiros guerreiros por aguentar minhas lamúrias por tanto tempo – e eu só tenho a agradecer a eles.

Voltando ao assunto “curso de moda”… Eu ainda não faço a mínima ideia de qual área seguir – e concordo que seja muito cedo para decidir, uma vez que ainda não tive contato com todas elas. E quer saber uma coisa? O pensamento mais estúpido que eu já tive foi sobre não ser boa o bastante.

Como eu não seria boa o bastante, se estaria fazendo aquilo que gosto? Só uma pessoa muito ninja para conseguir tal proeza, porque quando a gente gosta de algo, e realmente quer, não há tempestade alguma que nos impeça de chegar lá!

Moda pode não ser um curso convencional, e eu estou ciente de toda a ralação e sofrimento que estou me sujeitando, mas eu também sei que é nesse meio conturbado que serei feliz. Não importa qual área eu escolha, darei o meu melhor, e o mundo ainda vai ouvir muito falar sobre uma tal de Carolina Innecco!

Não que eu não esteja com medo – porque realmente estou, e muito – mas vocês não tem noção do alívio que dá quando a neblina que esconde seu futuro, clareia um pouco. Aquela certeza de que, por mais que para alguns pareça errado, você vai conseguir nadar contra a correnteza e provar que era o certo.

Se Gabrielle Chanel, no meio de tanto perrengue, não desistiu, não será eu quem irá arregar! O mundo precisa de roupas, a história se explica pelas vestimentas. E eu? Bem, eu espero conseguir contribuir positivamente para que a história continue sendo contada.

O que eu quero dizer com todo esse blá blá blá é: faça o que você gosta! Clichê, mas a pura verdade.

Xxx -Carol