Je ne sais quoi

Bonjour!

Uma coisa que ninguém pode negar é a veia fashionista com a qual as parisienses nascem. Elas costumam chamar de “je ne sais quoi” (que, traduzido literalmente, significa “não sei o quê”), mas, no caso das parisienses, queremos saber exatamente o quê, quando, como e até o porquê!

Querendo desmistificar o tres cool style das francesas, achei melhor começar pela fonte: os ícones fashion.

Gabrielle Bonheur Chanel, nossa querida Coco, revolucionou a moda feminina da década de 1920, reproduzindo sua própria imagem em suas criações: a de uma mulher independente, com personalidade e bem-sucedida. A bolsa com alças de corrente dourada, o colar de pérolas, o tailleur e o vestido preto são os símbolos de elegância e status que marcaram para sempre a história da moda.

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Jane Birkin (famosa atriz e cantora inglesa que mora na França), durante uma viagem de avião de Paris para Londres, em 1981, sentou-se perto do então diretor da Hermès  Jean-Louis Dumas. Birkin acabara de colocar sua bolsa de palha no compartimento de bagagem de seu assento, mas o conteúdo caiu no chão, devido à bolsa ser aberta. Ela então explicou a Dumas que tinha sido difícil encontrar uma bolsa de couro que ela gostava. Em 1984, ele criou uma bolsa de couro flexível preto para ela: a bolsa Birkin. Obrigada Jane!

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Brigitte Bardot, ex-atriz francesa, conhecida mundialmente por suas iniciais, BB, imortalizadas na canção de Serge Gainsbourg. É considerada o grande símbolo sexual das décadas de 1950 e 1960, e, após se afastar do mundo do entretenimento, se tornou ativista em prol dos animais. Foi a mulher francesa mais famosa do século XX, e serve como influência até hoje.

Brigitte Bardot - 1960

Catherine Deneuve, atriz francesa respeitada mundialmente, considerada modelo de elegância e beleza. Na década de 1960, fez a reputação de símbolo sexual frio e inalcançável, através de filmes em que interpretava donzelas lindas e frígidas Se casou com o icônico fotógrafo inglês David Bailey.

catherine deneuve vogue paris

Esses são só alguns exemplos do que as francesas são capazes de causar no mundo.

Hoje, mulheres como Clémence Poésy, Elisa Sednaoui (afilhada de Christian Louboutin), Lou Doillon, Marion Cotillard e Inès de la Fressange são quem nos inspiram com o fino estilo francês.

Com tanta peso no mundo da moda, há de se esperar que de lá também tenham surgido várias das marcas mais cobiçadas, tais quais são Chanel, Dior, Hermès, Givenchy, Lanvin, Louis Vuitton, Bourjois, Yves Saint Laurent e Balenciaga, além das novas que tem tomado espaço no mercado, como Zadig & Voltaire, Comptoir des Cotonniers, Sandro, Maje, Claudie Pierlot e The Kooples.

“Com as mulheres francesas, primeiro você vê a mulher, e então você vê as roupas”, Carine Roitfeld disse ao descrever a essência do estilo francês. “É mais do jeito que você mistura as roupas e como você se move, como você abre o seu saco, como você cruza as pernas. Apenas pequenas coisas que fazem a diferença”.

 

Au Revoir!

 

Xxx- Carol

 

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Finally Winter!

Hallo!

É Inverno, finalmente! Que bom, não? Nada com um friozinho para sairmos do básico e nos esquentar com estilo. Essa é a minha estação favorita do ano, sem dúvida alguma (já reparou em como o sorvete fica mais gostoso no frio?).

Aproveitando que dessa vez não me atrasei para postar sobre uma estação, separei as três melhores tendências da temporada:

Franjas e couro

De acordo com NY Fashion Week, não vai ser dessa vez que as franjas terão um descanso. Com uma pegada rústica, aparece bastante em bolsas e saias, dando movimento às peças. Já o couro, peça coringa das temporadas frias, aparece com modelagens no estilo alfaiataria.

Lady like

Lembram da clássica saia de tule de Carrie Bradshaw em Sex and The City? Pois então, o modelito bailarina é uma das pedidas da estação. Para aquelas adeptas ao ladylike, saias fofas, capinhas e o rosa blush são os coringas.

Cores fortes

Inverno triste não! As cores fortes (com destaque para o azul) vieram para alegrar os dias nublados. A proposta é de  looks monocromáticos, dos pés a cabeça com cores bem vivas. A cor aparece em saias, vestidos e blusões de lã.

 

Fazendo um resumo de tudo, esse inverno – com um conceito forte das passarelas de New York, Londres, Paris e Milão – esbanja conforto. Marc Jacobs e Céline desfilaram conjuntinhos de tricô que nos lembram de Friends na década de 90. Parkas e casacos de pele (fake, please) também entram em cena. Enquanto a alfaiataria chega preguiçosa, com um moletom folgado por cima, as mais femininas desfilam por aí com capas bordadas. No mesmo universo também aparecem criaturas inspiradas no futurismo dos anos 60, e da Era Espacial de 2010. Tem de tudo para todos os gostos e preguiças.

Não entendeu? Bem, a galeria de fotos está ai pra ajudar!

 

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Adíos!

 

Xxx- Carol

Enxergar o óbvio não é tão fácil assim

Hallo!

Eu sei que faz muito tempo que não apareço por aqui, mas acreditem: é por uma boa causa (por mais que me doa o coração ficar longe daquilo que eu mais amo, por tanto tempo – moda e comunicação).

Durante toda a minha vasta existência nesses 17 anos de vida, eu sempre tive uma única certeza: a de que eu iria cursar moda. Porém, agora que o ano do vestibular chegou, comecei a não ter tanta certeza disso mais – não por não gostar tanto de moda quanto antes (até porque moda é a minha vida, o que eu respiro, a única coisa que eu realmente sei falar sobre, com convicção), mas, por medo. Medo de chegar ao fim do curso e não saber qual área seguir, medo de não conseguir um emprego e não puder me sustentar, medo do quão cruel esse mundo pode ser, e, principalmente, medo de não ser boa o bastante.

Por causa de todos esses medos, comecei a pesquisar sobre outros cursos… Pensei em cursar arquitetura, uma vez que eu amo a parte relacionada a história do curso. Pensei em cursar direito, porque possui opções de emprego bem-remuneradas e, após ganhar alguma experiência, poderia fazer Itamaraty. Pensei em cursar jornalismo, pelo glamour da tela de televisão, e porque sei/gosto de me comunicar bem com os outros. Pensei até em administração, pois parece ser mais fácil conseguir um bom emprego. Tive também a época de psicologia, hotelaria e produção de eventos.

Nunca me senti tão confusa. Eu pensava nos cursos pela remuneração envolvida, mas nunca consegui me enxergar atuando em nenhuma das áreas citadas acima. Simplesmente porque não me encaixo em nenhuma delas! Aquilo não sou eu. Não é “a Carolina”. Eu seria, além de infeliz, mal-sucedida por não estar fazendo aquilo que realmente gostava.

Mas não pense que foi fácil colocar os medos de lado e enxergar o óbvio, porque não foi. Eu passei noites em claro pensando sobre isso e chorando desesperada porque o vestibular já está aí. Meus pais e amigos são verdadeiros guerreiros por aguentar minhas lamúrias por tanto tempo – e eu só tenho a agradecer a eles.

Voltando ao assunto “curso de moda”… Eu ainda não faço a mínima ideia de qual área seguir – e concordo que seja muito cedo para decidir, uma vez que ainda não tive contato com todas elas. E quer saber uma coisa? O pensamento mais estúpido que eu já tive foi sobre não ser boa o bastante.

Como eu não seria boa o bastante, se estaria fazendo aquilo que gosto? Só uma pessoa muito ninja para conseguir tal proeza, porque quando a gente gosta de algo, e realmente quer, não há tempestade alguma que nos impeça de chegar lá!

Moda pode não ser um curso convencional, e eu estou ciente de toda a ralação e sofrimento que estou me sujeitando, mas eu também sei que é nesse meio conturbado que serei feliz. Não importa qual área eu escolha, darei o meu melhor, e o mundo ainda vai ouvir muito falar sobre uma tal de Carolina Innecco!

Não que eu não esteja com medo – porque realmente estou, e muito – mas vocês não tem noção do alívio que dá quando a neblina que esconde seu futuro, clareia um pouco. Aquela certeza de que, por mais que para alguns pareça errado, você vai conseguir nadar contra a correnteza e provar que era o certo.

Se Gabrielle Chanel, no meio de tanto perrengue, não desistiu, não será eu quem irá arregar! O mundo precisa de roupas, a história se explica pelas vestimentas. E eu? Bem, eu espero conseguir contribuir positivamente para que a história continue sendo contada.

O que eu quero dizer com todo esse blá blá blá é: faça o que você gosta! Clichê, mas a pura verdade.

Xxx -Carol

Golden Globe Awards!

Hallo!

Na noite de ontem, dia 13 de janeiro, aconteceu a 70ª premiação dos Golden Globe Awards, direto do Beverly Hilton Hotel, em Los Angeles. O evento premiou os melhores da TV e do cinema.

Ao contrário dos últimos três anos, a premiação foi apresentada pelas atrizes Tina Fey e Amy Poehler, que animaram o palco com suas piadas e bom humor, e não por Ricky Gervais.

Como não podia faltar, fui dar uma conferida no Red Carpet, e fiz uma galeria de fotos com alguns looks. O Red Carpet esteve deslumbrante como deve ser, mas como teve gente que acertou bem, teve muita gente que errou feio no look… A decisão de quem acertou e de quem errou fica a critério de cada um, eu apenas dei minha opinião na legenda das fotos.

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Enjoy!

That’s not all, folks!

Reparem que temos uma página nova no Blog! Na página Red Carpet eu irei postar os links dos posts sobre todos os Red Carpets que forem comentados aqui, espero que curtam!

 

                                                                                                                                                                                                 xxx – Carol