Lo-li-ta

“Lo. Li. Ta.”

 

Lolita, luz de minha vida, labareda em minha carne. Minha alma, minha lama. Lo-li-ta: a ponta da língua descendo em três saltos pelo céu da boca para tropeçar de leve, no terceiro, contra os dentes. Lo. Li. Ta. Pela manhã ela era Lô, não mais que Lô, com seu metro e quarenta e sete de altura e calçando uma única meia soquete. Era Lola ao vestir os jeans desbotados. Era Dolly na escola. Era Dolores sobre a linha pontilhada. Mas em meus braços sempre foi Lolita.

 

Vladimir Nabokov realmente chocou com essa obra.

O escritor nasceu na Rússia, mais precisamente na cidade de São Petesburgo, em 1899. Vindo de uma família da aristocracia russa, estudou em Cambridge e se licenciou em Literatura Russa e Francesa. Logo após se formar, se mudou para Berlin, aonde começou sua produção literária.

Em 1926 publicou “Machenka”, seu primeiro romance; em 1940, fugindo dos exércitos nazistas, se mudou para os Estados Unidos, aonde se dedicou a lecionar literatura russa em universidades e a participar do departamento de entomologia (estudo dos insetos) de Harvard. A partir de meados de 1958, o sucesso de seus livros lhe garantiu poder passar a dedicar-se exclusivamente à literatura e aos insetos.

Seus primeiros romances eram escritos em russo, até que atingiu a fama internacional e passou a escrever em inglês.

Lolita é datado de 1955, e tido como uma de suas obras mais importantes, além de ser o mais conhecido, tanto pelo conteúdo, quanto pelo gosto do autor por jogo de palavras e seu detalhe descritivo característico.

Fato interessante sobre a obra é o fato de que Nabokov consegue descrever precisamente as cenas quentes entre Dolores e Humbert sem usar de palavreado chulo ou palavras de baixo calão. Sua obra desafiou tabus; uma aventura apaixonada e sensual aonde de um lado encontra-se um homem de meia-idade, professor, ciumento e obsessivo, e do outro, uma garotinha de doze anos, entrando na adolescência, se descobrindo.

O romance é narrado por Humbert, à espera de seu julgamento por um assassinato. O homem conta sua história em meio a um misto de confusão e memória. A trama escapa da simples intriga sexual e se transforma numa meditação sobre o tempo e sua velocidade.

O livro possui uma leitura pesada, difícil, embora adentre ao psicológico e te faça acreditar no amor dos personagens.

O autor foi tão feliz ao escrever a obra que prova de sua genialidade é que o nome de sua personagem principal virou substantivo corrente, incorporado no imaginário da sociedade; uma verdadeira aventura intelectual.

Foram feitas duas adaptações cinematográficas da obra: em 1962, dirigido por Stanley Kubrick (estrelado por Sue Lyon e James Mason) e em 1997, dirigido por Adrian Lyne (estrelado por Dominique Swain e Jeremy Irons). Ambas as produções possuem suas peculiaridades e características próprias, mostrando a história por dois olhares diferentes. O meu favorito é o de 1997, o qual deixo para vocês assistirem:

 

Xxx – Carol

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